Saberes Essenciais: Budismo Zen da Escola de Kyoto e Mestre Eckhart


  

A filosofia zen-budista japonesa da Escola de Kyoto surge e se desenvolve a partir de intensa interlocução com a filosofia ocidental, especialmente com o mais importante filósofo-místico alemão Mestre Eckhart. Algumas “proximidades conceituais” entre os pensamentos de Nishitani e Ueda (dois grandes nomes da Escola de Kyoto) com Mestre Eckhart são temas centrais deste curso. Referências tais como Nada Absoluto, Vazio da Alma, Desprendimento e Serenidade são centrais tanto para Mestre Eckhart quanto para o Zen-budismo.  Com Nishitani e Ueda a Filosofia da Escola de Kyoto passa a dialogar diretamente com esses “conceitos” em Eckhart, a partir de seus correlatos Zen-budistas. Faremos, neste curso, uma releitura deste diálogo a partir da tradicional história zen-budista “O boi e seu pastor”; recurso também utilizado por pensadores da Escola de Kyoto.

O boi e seu pastor 
Análise dos 10 quadros da tradicional história Zen-budista “O boi e seu pastor”, a partir de referências gerais das filosofias ocidentais e orientais, tendo como referência fundamental e pano de fundo o diálogo entre Zen-budismo e Mestre Eckhart, mas se estendendo a outros pensadores da tradição filosófica ocidental, principalmente Nietzsche e Heidegger. Diálogo também com a interpretação desta mesma história, feita por Shizuteru Ueda. 



As bases filosóficas do Budismo Zen
Os elementos fundamentais deste módulo estão presentes em três importantes pensadores da tradição budista: Nāgārjuna, Fazang e Dogen. O objetivo principal desta análise é tratar de dois “conceitos” básicos da filosofia budista, da cooriginação dependente (pratityasamutpada) e vacuidade (Shunyata), que são centrais para os referidos autores. Abordaremos também a reinterpretação que Fazang faz da Rede de Indra e do conceito de tempo em Dogen, como formas de exemplificações e desdobramentos “conceitos”.



Mestre Eckhart e seus mestres 
Os conceitos básicos da filosofia de Eckhart tais como vazio da alma, nada absoluto, desprendimento e serenidade, com o objetivo de compreender a recorrente preocupação de Eckhart em superar as concepções lineares de tempo, desenvolvidas por Platão, Aristóteles e Santo Agostinho, que foram os grandes mestres de Eckhart. Esses pontos são as bases para o diálogo com os temas do segundo módulo e formam os temas do último bloco.   



Releitura da história Zen-budista 
A história “O boi e seu pastor” como estratégia de abordagem daqueles que, a meu ver, são os principais pontos comuns e os principais pontos divergentes entre essas duas tradições filosóficas. O principal objetivo das considerações desta última parte é vislumbrar os caminhos soteriológicos - que levam à superação do sofrimento - apontados por essas duas tradições. 




* Clique 
AQUI para baixar o PDF "O Nada absoluto no Zen, em Eckhart e em Nietzsche" e clique AQUI baixar os 10 quadros de "O boi e seu pastor". 

Antonio Florentino Neto
 é doutor em Filosofia pela Universidade Livre de Berlim, com tese sobre a relação entre filosofia alemã e filosofia chinesa. Prof. Colaborador do Doutorado em Ciências Sociais e p
esquisador do Centro Brasil China, da Unicamp.