Mulheres do Samba de Roda (Bahia)

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As sambadeiras de maior referência para o samba do recôncavo da Bahia apresentam performance na qual contam suas histórias de vida e interpretam sambas favoritos. Elas apresentam versões femininas de clássicos do samba do recôncavo como Alô Meu Santo Amaro e outros sambas inéditos. Durante a performance, contam um pouco das suas histórias de vida, fazem demonstração de toques e dos diversos ritmos do samba de roda do recôncavo.

Para encerrar o Encontro das Culturas, estarão presentes as sambadeiras Nicinha, Fiita, Rita, Berenice, Chica, Bernadete, Bete e Berenice. Elas cantam o amor, a vida no campo e a fé. Mandam conselhos e até fazem piada de algumas situações de machismo que tiveram que enfrentar durante e a vida. Na tradição do samba de roda, as mulheres não cantam. Elas dançam e fazem as palmas. Com esse projeto, elas assumem, pela primeira vez, esse lugar no palco. A produtora Luciana Barreto ressalta que essas vozes, das velhas sambadeiras de comunidades negras tendem a sumir.

Esse trabalho foi iniciado em 2015, a partir da realização do documentário Mulheres do Samba de Roda, gravação de um CD, em que interpretam os seus sambas favoritos e edição de um livro com mini biografias. Para esse projeto foram selecionadas 16 mestras de 15 localidades baianas (Acupe, Bom Jesus dos Pobres, Cachoeira, Camaçari, Ilha de Vera Cruz, Feira de Santana, Irará, Maragojipe, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Simões Filho, Teodoro Sampaio, Conceição do Almeida e Cruz das Almas).

São marisqueiras, agricultoras, comerciantes. Mulheres que imprimiram sua marca na estética e na política da cultura popular do recôncavo, por meio do samba e de manifestações culturais como os ternos de reis, terno do acarajé, cheganças, maculelê, capoeira, ranchos, candomblé entre outras.