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Curando as doenças - O poder curativo do Sol (parte 1)

16/09/2017

Entre o Sol e o organismo humano, existe a mesma relação que entre Deus e a alma. Sem essa conexão, sem esse vínculo mútuo, é impossível ao homem crescer.

A energia que a Terra recebe do Sol pode ser comparada ao sangue arterial, e a que ela envia ao Sol é como o sangue venoso. Nosso Sol desempenha o papel do coração – ou melhor, o Sol Central o faz. Assim como o sangue impuro dos tecidos tem de voltar ao coração, e dele para os pulmões, a fim de ser purificado, as energias da Terra retornam ao Sol para readquirir seu ritmo primordial.

O Sol representa uma fonte de energia vital para todo o sistema solar. Em relação à Terra, sua energia é positiva. Ela se desdobra em eletricidade positiva e negativa, e em magnetismo positivo e negativo. Em relação ao Sol, a energia da Terra é predominantemente negativa – embora ela tenha os dois tipos. O Sol também dispõe de ambas as polaridades, mas predomina a energia positiva. A vida na Terra é criada a partir do encontro das duas categorias. O intermediário que une e transforma essas energias é o éter. Ele penetra o espaço e toda a Terra. Os ocultistas o chamam plasma criador da vida, e os místicos, Espírito.

A energia que nosso Sol recebe do Sol Central de nosso Universo visível é primariamente positiva, mas então é polarizada em positiva e negativa. A maior parte dela é consumida por nosso Sol, sendo uma porção menor distribuída para os planetas. As energias que a Terra recebe do Sol são consideravelmente transformadas. Ao penetrar nas camadas da terra, elas absorvem todos os elementos nutritivos e só deixam de lado o que não pode ser usado. Assim modificadas, já não são favoráveis para o desenvolvimento, e por isso são enviadas ao espaço cósmico, e dali, ao longo de certos canais – de volta para o Sol. Este, por seu lado, transfere-as para o Sol Central, para uma transmutação posterior, a fim de que recuperem seu ritmo primal.

Quanto mais negativa é a Terra, maior sua capacidade de absorver a energia solar positiva, e vice-versa. Da meia-noite ao meio-dia, em cada lugar determinado, ela é negativa e mais receptiva; do meio-dia à meia-noite, torna-se positiva, e por essa razão emite energia. A partir da meia-noite, a Terra começa a emanar energia negativa no espaço cósmico e a receber energia positiva do Sol. À tarde, envia energia positiva para o espaço e gradualmente vai-se tornando negativa. De manhã, ao nascer do Sol, encontra-se no máximo de negatividade, isto é, na maior capacidade de absorver energia. Este fato é de enorme importância para se apreciar a significação do Sol nascente.

A energia solar passa diariamente por uma periodicidade: da meia-noite ao meio-dia há um influxo de energia, ao passo que, do meio-dia à meia-noite, existe o refluxo. O influxo atinge o ponto mais alto ao nascer do Sol – quando é mais forte e revigorante. Decresce lentamente até o meio-dia. Então começa o refluxo, que atinge o máximo no poente.

Uma hora antes do nascente, a energia do Sol tem influência mental. Antes de o Sol nascer, seus raios, que se refratam na atmosfera, têm maior atuação sobre o cérebro. Quando amanhece, os raios vêm em linha reta, e influenciam o sistema respiratório e a sensibilidade. À medida que se aproxima o meio-dia, a ação deles é sobre o sistema digestivo. Isso porque a capacidade curativa da energia solar varia: antes das 9h ela atua para aperfeiçoar o sistema nervoso cerebral [central], ao passo que, das 9h às 12h – para fortalecer o estômago. À tarde, o efeito sanador é pequeno – por causa da variação na capacidade de absorção da Terra e do organismo humano.

Ao estudar a influência da luz, você percebe que há determinadas horas, durante o dia, em que o Sol emana raios favoráveis para a Terra, principalmente de manhã até o meio-dia. Em outros momentos, a influência desses raios sobre o organismo não é propícia. São os chamados raios negros, negativos. A pessoa pode expor-se ao Sol a qualquer momento do dia, mas sua mente deve estar concentrada, positiva, de modo a receber apenas os raios positivos. Concentre-se e cuide para não dormir. Junto com as ondas negativas do Sol, vêm também as ondas terrenas, com influência nociva sobre o organismo. Enquanto você não conhece as leis de conservação da energia para impedir-se de receber tais ondas, é melhor ficar ao Sol só durante as primeiras horas do dia, até meio-dia, no máximo. Proteja-se de seus raios durante a tarde. Para curar-se com o Sol, o melhor horário é das 8h às 10h.

Banhe as costas ao Sol, estando com boa ou má disposição, e compare os resultados. Em relação a isso, escolha as horas do dia apropriadas para receber apenas os raios favoráveis. Aquele que trabalha no campo dias a fio, obrigado a ficar sob o Sol a qualquer hora, deve usar um chapéu de forma multiangular, para refratar os raios nocivos.

Os raios solares não funcionam do mesmo modo o tempo todo. A Terra (em cada lugar) é mais negativa no início da primavera e, por essa razão, preferencialmente receptiva. Portanto, nessa estação, os raios do Sol têm uma influência curativa. De 22 de março em diante [no hemisfério Sul, de 22 de setembro para a frente], nosso planeta vai gradualmente se tornando positivo. No verão, já está bastante positivo e não recebe tanto. Os raios do verão ainda atuam, mas seu efeito é mais fraco.

Na primavera e no verão, há um influxo de energia para a Terra e, no outono e inverno, um refluxo. Por isso, a influência mais favorável do Sol começa em 22 de março [no hemisfério Sul, em 22 de setembro], continuando através dos meses de abril e maio, até 22 de junho [no hemisfério Sul, seguindo pelos meses de outubro e novembro, até 22 de dezembro].

Nós, habitantes da Terra, devemos viver toda a nossa vida seguindo o que fazem as plantas. Elas entendem melhor as leis do crescimento. A energia solar desce à Terra como uma corrente ampla, circunda o planeta desde o polo setentrional até o meridional, e volta para o Sol. Ela se transmite às plantas através do plasma vital. Ao sentir que essa energia potencial começa a aparecer e vir para a Terra, elas brotam, ficam preparadas e, quando a energia aumenta, finalmente florescem e preparam os frutos, tentando absorver toda a energia para frutificar.

Antes de nos alcançar, a luz que vem do Sol passa por quatro planos de diferentes matérias, onde é refratada. Acontece a mesma coisa em nosso organismo: a luz solar atravessa quatro planos, nos quais sofre distintos níveis de refração. É por isso que, quando a luz passa pela matéria e é refratada, seu poder se enfraquece.

(extraído do livro: The Master BEINSA DOUNO. Health and Sickness. Sofia: Vsemirno Bialo Bratstvo Publishers, 2002)

Tradução: Maria Eugênia da Rocha Nogueira 
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