Artigos e Notícias


Oficina de Dança e Percussão da Guinea

14/05/2018

Mariama Camara é guineana e vive no Brasil há 7 anos. Atua como dançarina, percussionista, cantora, coreógrafa e professora. Sua carreira artística é consolidada internacionalmente desde 1999.                              

Integrou o Les Ballets Africains (1999-­2007), dançou com artistas renomados como Youssou N'dour, Youssouf Koumbassa e Salif Keita. De 2007 pra cá, tem sido convidada por grupos e produtores culturais que desenvolvem seminários, acampamentos internacionais, cursos e oficinas de dança, percussão, canto por diversos países da Europa, Oriente Médio, Ásia e Américas.      

O trabalho de Mariama Camara representa a difusão da diversidade cultural africana, a imersão no conhecimento da história da Diáspora da África do Oeste. Realiza‐se de forma pedagógica e performática com o tripé dos movimentos corporais, cantos e toques de ritmos que nos permitem a releitura de significados ancestrais que são transmitidos de geração em geração nas aldeias  e nos balés de Guiné.



OBJETIVOS

• Promover a difusão e o intercâmbio cultural com as formas expressivas tradicionais das aldeias e dos balés nacionais da República de Guiné;

• Estabelecer a integração social dos grupos e pessoas que pesquisam a cultura afro-­brasileira e africana que existem no Brasil;

• Incentivar a valorização da cultura africana e o resgate da identidade das matrizes africanas sobretudo para a comunidade negra;

• Possibilitar a imersão nas linguagens e vivências dos ritmos, danças, cantos, contato com a história e a diversidade das artes e culturas africanas.

PÚBLICO ALVO

Artistas, pesquisadores, estudantes da cultura africana e afro-­brasileira, interessados em aprender sobre as artes africanas de modo geral. Faixa etária: a partir de 14 anos.



JUSTIFICATIVA

As oficinas de dança africana correspondem à ampliação da diversidade de ações desenvolvidas pelo Centro Cultural da Juventude  à medida que proporcionam a integração social, o bem estar, a elevação da autoestima das pessoas que tem contato com as artes e as culturas de matrizes africanas e colabora, sobretudo, na construção da identidade cultural dos povos afro descendentes no Brasil e no mundo.

As oficinas ocorrem a partir de uma atividade música e sensorial que possibilita aos participantes o autoconhecimento, a consciência corporal, a iniciação artística, a prática de conjunto e a formação profissional, já que articula a difusão de saberes e códigos específicos das expressões artísticas e culturais desenvolvidos pelos balés nacionais guineanos desde a década de 50, com as histórias dos ritmos e danças tradicionais de diversas etnias de Guiné. 

A realização das oficinas em São Paulo fomenta a inserção do Brasil na rota internacional dos mestres de Guiné Conacri, de modo que valoriza esta cultura milenar africana e contribui com a nova diáspora

OFICINA

O conteúdo programático das oficinas estimula a integração dos grupos e pessoas que vivenciam a cultura de matriz africana ao incentivar a iniciação artística e formação profissional de artistas e pesquisadores que reconhecem a importância do estudo da relação entre consciência corporal, rítmica e cultural existente na linguagem específica das artes da África do Oeste.

A oficina  integra os movimentos da dança étnica tradicional à linguagem contemporânea dos balés guineanos, com isso a coreografia ao ser vivenciada promove a releitura dos movimentos tradicionais em contextos diferentes de sua origem, isto é, a dança nos permite acessar e compartilhar os repertórios corporais das danças de Guiné orientando os processos criativos dos participantes  diante da experiência vivida.

Finalização/Avaliação da aprendizagem:

1- Para a compreensão do significado dos ritmos interligados às danças, Mariama Camara explica a história, a cultura dos povos e onde eles se originaram na África do Oeste.

 2 ‐ Divisão da turma em dois grupos para o aprendizado do canto, que ocorre com perguntas e respostas (canto responsorial);

 Tradução da letra e explicação do significado.

 3 – Após cantar, volta‐se a dançar para fazer a coreografia inteira.

Acelera-se levemente a pulsação do ritmo de maneira que os dois grupos realizem a sequência coreográfica no estilo tradicional dos balés de Guiné.

RESULTADOS ESPERADOS

Ao ampliar o intercâmbio com aristas e Mestres de Guiné abrem-se caminhos para a valorização das artes e das culturas de matrizes africanas, bem como formação e iniciação artística, resgate da identidade e da autoestima dos participantes, além de inserir o circuito cultural afro‐brasileiro nas turnês internacionais dos Mestres africanos.